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Bento XVI e o ateísmo


Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho - Professor no Seminário de Mariana - MG

Durante 23 anos o alemão Joseph Ratzinger foi o guardião da Congregação para a Doutrina da Fé do Vaticano. Sua figura começou a ganhar destaque quando tinha 35 anos, mas sua popularidade cresceu na Igreja aos 41 anos, em 1968, ao iniciar uma luta ferrenha contra o marxismo e o ateísmo, políticas que cresciam entre os jovens.

Eleito, Papa, na sua primeira viagem ao exterior por ocasião da Jornada Internacional da Juventude na Missa celebrada na Esplanada de Marienfeld, na Alemanha, em 21 de agosto de 2005, dirigindo-se exatamente aos jovens presentes naquele grande encontro, no momento da homilia alertou:“Em vastas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo caminha igualmente sem Ele. Mas existe, ao mesmo tempo, também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos.

É espontâneo exclamar: não é possível que esta seja a vida! Deveras, não”. Esse esquecimento é nefasto, perigoso. O paganismo e o ateísmo têm sido as pragas da modernidade. Só o retorno à tradição é que poderá salvar-nos das grandes tragédias. Só resgatando a “hora” de Cristo é que o Amor poderá de novo se fazer presente. Resgatemo-la”.

Em 2001, o mundo havia se maravilhado com a obra “Deus e o Mundo", livro-entrevista do então Cardeal Ratzinger. Essa publicação se baseou numa longa entrevista que o Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé concedeu ao escritor e jornalista alemão Peter Seewald, na abadia de Montecassino, em fevereiro daquele ano.

Nas páginas dessa publicação, o Cardeal afirma que "não podemos aceitar tranqüilamente que o resto da humanidade se precipite novamente no paganismo, devemos encontrar caminhos para levar o Evangelho também aos não crentes". Também indica que "a Igreja deve recorrer à sua criatividade para conseguir que não se apague a força viva do Evangelho", recorrendo sempre “às grandes constantes de fundo, às interrogações sobre Deus, sobre a salvação, sobre a esperança, sobre a vida".

Eleito Papa o Cardeal Ratzinger escolheu o nome de Bento XVI e explicou: "Nós precisamos de homens como Bento, que se aprofundou em Subiaco, para levar o mundo novo a todas as partes. Temos necessidade de homens cujo intelecto seja iluminado, e que Deus abra sua inteligência para que fale à inteligência dos outros e que com o seu coração abra o coração dos outros. É de homens assim que a Igreja está precisando." É este Deus que o novo Papa tem levado a um mundo infectado pelo ateísmo e pelo materialismo.

Na Instrução Libertatis Nuntius sobre alguns aspectos da Teologia da Libertação, em Agosto de 1984, assim se expressou: «Recordemos que o ateísmo e a negação da pessoa humana, de sua liberdade e de seus direitos, estão no centro da concepção marxista. Esta contém pois enganos que ameaçam diretamente as verdades da fé sobre o destino eterno das pessoas.

Ainda mais, querer integrar na teologia uma ‘análise’ cujos critérios de interpretação dependem desta concepção atéia, é encerrar-se em ruinosas contradições. O desconhecimento da natureza espiritual da pessoa conduz a subordiná-la totalmente à coletividade e, portanto, a negar os princípios de uma vida social e política de acordo com a dignidade humana [...] Esta concepção totalizante impõe sua lógica e arrasta as ‘teologias da libertação’ a aceitar um conjunto de posições incompatíveis com a visão cristã do homem.

Em efeito, o núcleo ideológico, tirado do marxismo , ao qual faz referência, exerce a função de um princípio determinante. Esta função lhe deu em virtude da qualificação de científico, quer dizer, de necessariamente verdadeiro, que lhe atribuiu”.

Mais do que nunca aqueles que crêem em Deus devem refletir sobre estas orientações de Bento XVI e não se deixar contaminar pela descrença veiculada na mídia e nas nefastas obras de tantos ateus.



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