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O Papel de Maria na história da salvação


Francisco Humberto

A teologia diz que “o Evangelho sem Maria é desencarnado”, afirmação esta que resume, por assim dizer, a principal missão desta santa mulher na história da salvação. Sim, Maria foi aquela que, aceitando e vivendo a vontade de Deus, contribuiu de modo inefável para a salvação das almas, sendo, portanto, co-redentora, ou seja, cooperadora na obra da redenção operada por Cristo. Isso mesmo, co-redentora! É claro que Deus, que tudo pode, saberia dispor de outros meios para que seu Filho se encarnasse.

Mas, mesmo assim, Ele quis se valer de uma simples mulher, a fim de que a humanidade, corroída pelo pecado, pudesse assim ser santificada. Maria, como induzem alguns, não serviu apenas de “barriga-de-aluguel” para que Cristo pudesse vir ao mundo. A Mãe de Deus, pois Jesus é Deus, deveria ser uma mulher preparada para tal missão; assim, Deus a preservou de toda a mancha de pecado, inclusive do original, de modo que seu Filho pudesse vir ao mundo através de uma digna morada.

Isso soa até de maneira quase que lógica! Vejamos a sagrada Escritura: se fizermos um paralelo entre o antigo e o novo testamento, veremos que algumas passagens prefiguram Maria.

Assim ela é a Nova Eva: O que Eva desatou pela desobediência, Maria atou pela obediência – “Eis que ela te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar (Gn 3, 15b)”; é a Arca da Nova Aliança, carregando em seu seio Aquele que é a plenitude da lei; além de Mãe de Deus ela é Mãe da Igreja, pois no-la deu o próprio Cristo, quando a deu por mãe ao discípulo que Ele amava, que representava aí a Igreja nascente: “Ecce filius tuis, ecce mater tuis” – Eis aí o teu filho, eis aí a tua mãe! (Jo 26, 27); ela é intercessora nossa: nas bodas de Caná, através de uma expressão que, em si, já evidencia e supõe com certeza um pedido: “Eles não têm mais vinho!” (Jo 2,3), além de ajudar os noivos, intervindo para que o milagre se desse, nos ensina que devemos obedecer a Cristo - “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5); no dia de Pentecostes, primeira manifestação da Igreja para o mundo, também estava presente e junto aos apóstolos, recebendo a força e a graça do Espírito que a cobriu com sua sombra no momento da encarnação do Verbo. E o culto a ela também decorre das sagradas escrituras, pois ela, de modo admirável, contribuiu sobremaneira para a restauração sobrenatural das almas: “Todas as gerações chamar-me-ão bem-aventurada” (Lc 1, 48). Culto este de veneração, de respeito, não de adoração, que só devemos a Deus.

Muitas seriam as razões para enaltecermos a figura de Maria ao longo da História da Salvação, no entanto é necessário ressaltar o fato de que a verdadeira devoção à Virgem Maria é aquela que nos leva a Jesus; é aquela que nos inspira a obedecer as palavras do seu Filho; é aquela que faz com que o sigamos como ela o seguiu: em todos os momentos... até na cruz
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Agradeçamos, assim, a Deus pelo dom preciosíssimo da salvação, não esquecendo, no entanto, daquela que, depois de Cristo, mais colaborou para que ela de fato acontecesse!
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