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Governo de Obama pisa na consciência dos cidadãos


Julio Severo

Albert Mohler

21 de fevereiro de 2011 (AlbertMohler.com/Notícias Pró-Família) — O governo de Obama revogou quase todas as proteções de consciência que haviam sido devidamente instituídas pelo governo do presidente George W. Bush. A mudança de normas ocorreu na sexta-feira, e foi anunciada como uma nova norma do Departamento de Saúde e Serviços Humanos [quase semelhante ao Ministério da Saúde do Brasil]. Conforme diz Rob Stein, em sua reportagem no jornal The Washington Post, “O governo de Obama aboliu a maior parte de um regulamento federal na sexta feira que tinha como objetivo proteger os trabalhadores de saúde que se recusam a fornecer assistência que eles considerem deploráveis por motivos pessoais ou religiosos”.

Nesse caso, “a maior parte” significa que quase toda a regulamentação anterior foi abolida. Stein descreveu a ação declarando que o governo de Obama havia “eliminado quase que a regulamentação inteira”. Tudo o que restou foram proteções instituídas antes que protegiam funcionários médicos que discordam do aborto ou da esterilização. Foram anuladas todas as proteções para os que discordam, por motivos de consciência, de drogas abortivas e contraceptivos de “emergência”, os tratamentos para homens homossexuais e lésbicas e prescrições para controle da natalidade para mulheres solteiras. Nesses casos, os funcionários médicos têm objetado que sua consciência e entendimento de ética médica não lhes permitem facilitar atos e condutas que são imorais e prejudicam a saúde.

O governo de Obama disse que a regulamentação da época de Bush era “confusa e com o potencial de ser excessivamente ampla em abrangência”. Rob Stein explicou a preocupação deste jeito:

A regulamentação de Bush, se implementada, teria cortado verbas federais para milhares de entidades, inclusive governos estaduais e locais, hospitais, planos de saúde e clínicas, se eles não se adequassem aos médicos, enfermeiras, farmacêuticos ou outros funcionários que recusassem participar de tratamentos que eles sentiam violavam suas convicções pessoais, morais ou religiosas.

A redação do texto insinua que a expectativa normal deveria ser que os programas e fornecedores de serviços de saúde não deveriam “se adequar aos médicos, enfermeiras, farmacêuticos ou outros funcionários que recusassem participar em tratamentos que eles sentiam violavam suas convicções pessoais, morais ou religiosas”.

Em outras palavras, o governo de Obama está agora pronto para usar o poder coercivo do Estado para forçar funcionários médicos a realizar atos que eles considerem moralmente errados e insalubres para seus pacientes. Uma implicação óbvia disso é que o Estado agora acha necessário forçar os profissionais médicos a fazer o que eles por consciência acham que não é certo. Se tivessem liberdade legal de agir conforme a consciência, fica claro que esses profissionais médicos não fariam o que o Estado agora exige que eles façam.

Tente apenas imaginar como os fundadores dos EUA considerariam tal atitude tirânica do Estado, que está usando seu poder para pisar na consciência dos indivíduos. De uma perspectiva cristã, isso deveria servir como um alarme claro para aqueles que sugerem que é paranoico crer que o Estado usará força semelhante para exigir outros atos contra a consciência. Essa lógica está aqui e agora para todos verem, e só os cegos por teimosia poderão negar o que esse novo plano governamental significa.



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