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Recife Sexual. Outro grande erro.


Folha de Pernambuco

Marcio Borba *

Nos idos da década de 1990, assistimos ao Recife se transformar na capital brasileira do turismo sexual. Fruto do trabalho dos gestores do setor que teimavam em divulgar nossa cidade apenas pelas belezas naturais e exuberância das mulheres pernambucanas.


Todos são responsáveis por tudo aquilo que cativam na vida. Se era isso que divulgávamos, era isso que colhíamos. Pessoas ávidas por prazeres. Carnaval, mulheres, e natureza afrodisíaca, eram os motes principais de nossas campanhas.


Era comum, e ao mesmo tempo revoltante, ver europeus brancos de olhos azuis, desfilando com crianças e adolescentes, preponderantemente negras, pelos bares e bordeis em Boa Viagem. O point principal era na pracinha de Boa Viagem. Graça a Deus, isto acabou. Hoje, a pracinha hospeda a nossa revigorada Igreja da Pracinha e pesados investimentos imobiliários de renomadas empresas do setor.


Contribuindo com este trabalho, a campanha informando aos turistas que se relacionar com crianças e adolescente é crime e a recente lei aprovada e dependendo apenas da sanção do presidente da República, que não permitirá mais menores se hospedar em hotéis sem a companhia dos pais, fecham com chave de ouro os esforços para afastar definitivamente nossa cidade de pedófilos e congêneres.


O trabalho árduo de refazer a imagem da cidade no mundo inteiro foi grande. Lembro de campanhas e eventos realizados pelo Governo do Estado e Prefeitura do Recife, em todas as partes do mundo mostrando, desta feita, nossa cultura, musicalidade, artesanatos, igrejas e monumentos, além claro, das belezas naturais, presente de Deus. Recordo de algumas peças destacando famílias em férias e esforços para atrair turistas da terceira idade.


Porém, o poder público, prefeitura do Recife e governo do Estado, resolveram, talvez no esforço demagógico de agradar a gregos e troianos, entrar na contramão da história e dos números conquistados ao longo desses anos por esta estratégia e ainda, em sentido contrário ao sentimento cristão de 89% da população, reproduzindo aqui o percentual nacional, investir pelos quatro cantos do mundo na imagem da cidade como novamente destino sexual, desta feita homossexual.


Com a miséria transbordando pelas ruas, como vemos a cada sinal, crianças e adolescentes pedintes, o dia inteiro se expondo em troca de comida e trocados, não é difícil analisar o que poderá acontecer. Segundo psiquiatras e psicólogos do nosso Movimento, pedofilia e homossexualismo andam juntos.


Recife não precisa disso. Temos vocação e muito trabalho realizado por grupos pernambucanos sérios, para consolidar o turismo de negócios. Temos belezas naturais. Temos cultura, artesanato e história suficientes para atrair todos os turistas que pudermos hospedar.


Basta ter competência e definir realmente o turismo como prioridade. Não só no discurso.


Quanto dinheiro será gasto pelos contribuintes e quanto tempo será necessário no futuro para reverter mais essa perversidade praticada contra nossa cidade?


Apenas 2% dos turistas de eventos que visitou o Recife em 2008 considerou o artesanato o ponto que mais lhe agradou na estada. Apenas 6% citou a cultura e também 6% citou a gastronomia. E por fim, 9% os pontos turísticos. Portanto, ainda há muito que se trabalhar para crescer o mercado no Estado.


Diante deste desafio, de consolidar o Estado como referencia em cultura, artesanato, gastronomia e pontos turísticos, sem citar outros quesitos, porque precisa se investir no turismo homossexual, tão polêmico e desagregador, para crescer o mercado de turismo em Pernambuco?


Vemos esta campanha incentivando o turismo homossexual em Pernambuco ser custeada na mídia, em viagens e eventos, com gordas verbas públicas, enquanto outros investimentos importantíssimos para o turismo no estado mínguam sem verbas.


Na ânsia de parecer verdadeiro e vantajoso, apela-se até para argumentos fantasiosos para atrair empresários em busca de um faturamento maior, dizendo que o turista homossexual gasta até 40% mais que um heterossexual? Onde está a memória de cálculo desta estatística? Foi feita onde e por quem? Por acaso o turista homossexual viaja só ou em família? Leva esposa e filhos? Esta conta deve ter sido feita por um homossexual.


Esta ação pode desconstruir Recife como destino cultural e de negócios, duramente conquistado, e adicionalmente, afastar o turismo das famílias e da terceira idade, onde pesquisa identificada e detalhada recentemente pelos jornais revela que mais de 70% das pessoas desta idade não aceita o homossexualismo.


A demagogia eleitoreira chegou ao ponto de usar o suado dinheiro do contribuinte,carente de saúde, educação e segurança pública, para conceder pensão a homossexuais. Sem qualquer conotação religiosa, ética ou moral, porque nestes casos o absurdo é evidente, podemos imaginar a fragilização do sistema previdenciário, que esta ação com o dinheiro do contribuinte, aliás, sem consultá-lo, resultará.


Mesmo hoje com as amarrações do sistema atual, o velho e abençoado homem e mulher, que inclui comprovação de filhos, casamento, união estável pública e notória, etc. já há fraudes por todo lado, imagine com a criatividade e necessidade de sobrevivência do povo nosso de cada dia? Teremos “uniões pensionistas” não só homossexuais mas também polissexuais.

Nestes casos, como em poucos outros, o que nos preocupa não é o poder dos maus, mas o silêncio dos bons. * Coordenador do Movimento Javé Nossa Justiça. / www.javenossajustica.com.br./ contato@javenossajustica.com.br.

Publicado na Folha de Pernambuco - 29.09.2009.


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